AULA 6: SINTAXE DA ORAÇÃO E DO PERÍODO

 


AULA 6: SINTAXE DA ORAÇÃO E DO PERÍODO

A Sintaxe é o ramo da Gramática que estuda a relação e a organização das palavras nas frases, das frases nas orações e das orações nos períodos. Compreender a sintaxe é fundamental para construir textos claros, coesos e sem ambiguidades, garantindo que a mensagem seja transmitida de forma eficaz.

COMPETÊNCIA I: CONHECIMENTO E COMPREENSÃO DO CONTEÚDO

Para entender a sintaxe da oração e do período, precisamos primeiro definir seus elementos básicos:


FRASE


Uma frase é qualquer enunciado com sentido completo, que não necessariamente precisa ter um verbo.

Exemplos:

"Que dia lindo!" (Não tem verbo, mas transmite uma mensagem completa).

"Silêncio!" (Também sem verbo, mas com sentido claro).

"O sol brilha intensamente." (Tem verbo e sentido completo).


ORAÇÃO


Uma oração é um enunciado que se organiza em torno de um verbo (ou uma locução verbal). É a presença do verbo que caracteriza uma oração.

Exemplos:

"O pássaro cantou." (Um verbo = uma oração).

"Os alunos estavam estudando para a prova." (Uma locução verbal = uma oração).

Dentro de uma oração, as palavras desempenham diferentes funções sintáticas, as mais importantes são:

Sujeito: É o termo sobre o qual se declara algo, quem pratica ou sofre a ação verbal.

Exemplo: "Os meninos jogam bola." (Sujeito: Os meninos)

Predicado: É tudo o que se declara sobre o sujeito. Sempre contém o verbo.

Exemplo: "Os meninos jogam bola." (Predicado: jogam bola)

Complementos Verbais (Objeto Direto e Objeto Indireto): Completam o sentido de verbos transitivos.

Objeto Direto: Completa o sentido de um verbo sem o uso de preposição obrigatória.

Exemplo: "Comprei um livro." ("um livro" é objeto direto de "comprei").

Objeto Indireto: Completa o sentido de um verbo com o uso de preposição obrigatória.

Exemplo: "Preciso de ajuda." ("de ajuda" é objeto indireto de "preciso").

Adjuntos Adverbiais: Indicam uma circunstância (tempo, lugar, modo, intensidade, etc.) relacionada ao verbo, a um adjetivo ou a outro advérbio.

Exemplo: "Eles chegaram cedo." ("cedo" é adjunto adverbial de tempo).


PERÍODO


Um período é a organização de uma ou mais orações, formando um sentido completo. Um período começa com letra maiúscula e termina com um ponto final, ponto de interrogação ou ponto de exclamação.

Período Simples: É formado por apenas uma oração.

Exemplo: "A chuva caiu forte." (Uma oração = período simples).

Período Composto: É formado por duas ou mais orações. As orações podem se relacionar por:

Coordenação: As orações são sintaticamente independentes, mas relacionadas semanticamente. Elas poderiam existir sozinhas.

Exemplo: "Fui ao mercado e comprei frutas." (Duas orações independentes ligadas pela conjunção "e").

Subordinação: As orações dependem sintaticamente umas das outras. Uma oração (subordinada) completa ou especifica o sentido de outra (principal).

Exemplo: "Espero que você venha." ("Espero" é a oração principal; "que você venha" é a oração subordinada, que complementa o sentido de "Espero").



COMPETÊNCIA II: APLICAÇÃO DO CONTEÚDO NA RESOLUÇÃO DE SITUAÇÕES-PROBLEMA


Compreender a sintaxe permite resolver diversos desafios na comunicação. Ao analisar um texto, podemos:

IDENTIFICAR O SUJEITO E O PREDICADO: Essencial para entender "quem faz o quê". Se o sujeito está oculto ou indeterminado, a análise sintática nos revela.


PROBLEMA: "Choveu muito ontem." (Verbo impessoal, oração sem sujeito).

APLICAÇÃO: A análise sintática nos informa que o verbo indica um fenômeno da natureza, sem sujeito explícito.


DISTINGUIR TIPOS DE VERBO E SEUS COMPLEMENTOS: Ajuda a verificar a transitividade verbal e o uso correto de preposições.


PROBLEMA: Dúvida entre "assistir o filme" e "assistir ao filme".

APLICAÇÃO: A sintaxe nos ensina que o verbo "assistir" no sentido de "ver" é transitivo indireto e exige a preposição "a" (assistir a algo). Portanto, "assistir ao filme" é o correto.


ANALISAR A RELAÇÃO ENTRE ORAÇÕES EM UM PERÍODO COMPOSTO: Permite entender a lógica e a progressão das ideias.


PROBLEMA: Um período longo e confuso.

APLICAÇÃO: Dividir o período em orações e analisar as conjunções (coordenativas ou subordinativas) que as conectam ajuda a desvendar a estrutura e o significado. Por exemplo, uma oração subordinada adverbial de causa ("porque choveu") explica o motivo da ação na oração principal.


COMPETÊNCIA III: AVALIAÇÃO DA ADEQUAÇÃO DO CONTEÚDO E DA APLICAÇÃO


A avaliação da sintaxe de uma oração ou período vai além de apenas identificar os termos. Ela envolve:

COERÊNCIA E COESÃO: Uma boa organização sintática contribui para que o texto faça sentido (coerência) e que suas partes estejam bem conectadas (coesão). Erros sintáticos podem levar à ambiguidade ou à falta de clareza.

CLAREZA DA MENSAGEM: A sintaxe correta garante que a intenção do autor seja compreendida pelo leitor sem ruídos. Posicionar corretamente os termos da oração (sujeito, verbo, complementos) e organizar as orações no período (coordenação/subordinação) é crucial.

ESTILO E VARIAÇÃO: O domínio da sintaxe permite ao escritor variar a estrutura das frases e períodos, tornando o texto mais dinâmico e interessante, evitando a monotonia.

Dominar a sintaxe é, portanto, uma habilidade essencial para qualquer um que deseje comunicar-se de forma eficaz na modalidade escrita, seja na vida acadêmica, profissional ou pessoal.


 

QUESTÕES SOBRE SINTAXE DA ORAÇÃO E DO PERÍODO

Prepare-se para testar seus conhecimentos em Sintaxe da Oração e do Período com estas 10 questões de múltipla escolha. Elas foram elaboradas seguindo o estilo das bancas IBFC, IBADE, FUNCERN, CESPE, CEBRASPE, AOCP, FUNECE (Ceará), Selecon (Sergipe) e MPRN. Cada questão vem acompanhada da resposta correta e de uma justificativa detalhada.


QUESTÃO 01 (Banca: IBFC) - Assinale a alternativa que apresenta um período simples.

a) Os alunos estudaram muito e passaram no concurso.

b) Choveu bastante durante a madrugada.

c) Espero que todos colaborem com a causa.

d) Quando a primavera chega, as flores desabrocham.

e) Ele cantou, ela dançou e a festa continuou animada.

Resposta:

b) Choveu bastante durante a madrugada.

Justificativa:

Um período simples é aquele que possui apenas uma oração, ou seja, um único verbo ou locução verbal.

Na alternativa (b), o verbo é "choveu". Trata-se de uma oração que expressa um fenômeno da natureza, caracterizando um período simples.

Nas demais alternativas, há mais de um verbo/locução verbal, indicando períodos compostos.

QUESTÃO 02 (Banca: CEBRASPE) No período "Os estudantes dedicaram-se ao estudo da gramática com muita disciplina.", o termo em destaque exerce a função sintática de:

a) Objeto Direto

b) Objeto Indireto

c) Complemento Nominal

d) Adjunto Adverbial de Modo

e) Adjunto Adnominal

Resposta:

d) Adjunto Adverbial de Modo

Justificativa:

O termo "com muita disciplina" expressa a circunstância de como os estudantes se dedicaram, ou seja, o modo como a ação foi realizada. Funções sintáticas que expressam circunstâncias são chamadas de adjuntos adverbiais.

QUESTÃO 03 (Banca: IBADE) - Em qual das alternativas o termo sublinhado funciona como Objeto Direto?

a) Ele confiava em seus amigos.

b) Precisamos de mais tempo.

c) O professor entregou os trabalhos.

d) Os atletas obedeceram ao técnico.

e) Gosto de sorvete.

Resposta:

c) O professor entregou os trabalhos.

Justificativa:

O Objeto Direto é o complemento de um verbo transitivo direto e não exige preposição obrigatória.

Na alternativa (c), o verbo "entregar" é transitivo direto (quem entrega, entrega algo). "Os trabalhos" completa o sentido do verbo sem preposição.

Nas demais alternativas, os termos sublinhados são objetos indiretos, pois exigem preposição (em, de, ao).


 

QUESTÃO 04 (Banca: FUNCERN) - Assinale a opção em que a frase apresenta uma oração sem sujeito.

a) Faz muitos anos que não o vejo.

b) Eles viajaram de avião.

c) As crianças brincavam no parque.

d) Nevará bastante este inverno.

e) Precisa-se de funcionários.

Resposta:

a) Faz muitos anos que não o vejo. e

d) Nevará bastante este inverno.

Justificativa:

Uma oração sem sujeito ocorre, entre outros casos, com verbos que indicam fenômenos da natureza (chover, nevar, ventar, etc.) e com o verbo "fazer" no sentido de tempo decorrido.

Em (a), "Faz muitos anos" usa o verbo "fazer" indicando tempo decorrido.

Em (d), "Nevará" indica um fenômeno da natureza.

As outras orações possuem sujeito:

(b) "Eles";

(c) "As crianças";

(e) "Precisa-se de funcionários" é sujeito indeterminado (ou paciente), mas não oração sem sujeito no sentido de verbos impessoais.

A questão original e sua justificativa estão corretas, mas a resposta aponta duas alternativas como corretas, o que é incomum para uma questão de múltipla escolha. Além disso, a justificativa da alternativa "e" precisa de uma explicação mais detalhada sobre o sujeito indeterminado.

Vamos reformular a questão para que tenha apenas uma resposta correta, e a justificativa será mais clara e completa.

QUESTÃO 04 (Banca: FUNCERN) - Assinale a opção em que a frase apresenta uma oração sem sujeito.

a) Precisamos de mais funcionários.

b) Choveu muito na madrugada de ontem.

c) Os alunos faltaram à aula de português.

d) Fizeram o trabalho de campo em três dias.

Resposta:

b) Choveu muito na madrugada de ontem.

Justificativa: Uma oração sem sujeito ocorre com verbos impessoais, que são aqueles que não se referem a um agente específico. Os casos mais comuns são:

Verbos que indicam fenômenos da natureza: chover, nevar, ventar, trovejar, etc. O verbo chover na alternativa "b" é um desses casos.

Verbo fazer no sentido de tempo decorrido ou clima: Faz calor, Fez frio ontem. (Atenção: na sua questão original, a alternativa "a" Faz muitos anos que não o vejo também é uma oração sem sujeito. O verbo "fazer" indica tempo decorrido, tornando a oração impessoal. Como a questão original tinha duas respostas, vamos usar a mais clássica para exemplificar).

Verbo haver no sentido de existir: Havia muitos alunos na sala.

As outras alternativas não apresentam oração sem sujeito:

Alternativa "a": A oração tem um sujeito oculto (nós). A forma verbal "Precisamos" indica "nós".

Alternativa "c": O sujeito é "Os alunos".

Alternativa "d": O sujeito é indeterminado, mas a oração não é sem sujeito. O sujeito é "eles/elas" de forma indefinida, mas a oração ainda tem um sujeito. O verbo "fazer" no sentido de "fizeram" (3ª pessoa do plural) possui um sujeito indeterminado.


 

QUESTÃO 05 (Banca: AOCP) - No período "Ele esperou pacientemente, mas ela não chegou.", a oração em destaque é classificada como:

a) Oração Coordenada Sindética Aditiva.

b) Oração Coordenada Sindética Adversativa.

c) Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta.

d) Oração Coordenada Sindética Alternativa.

e) Oração Subordinada Adverbial Temporal.

Resposta:

b) Oração Coordenada Sindética Adversativa.

Justificativa:

O período é composto por coordenação, pois as orações são sintaticamente independentes. A conjunção "mas" indica uma ideia de oposição ou contraste em relação à oração anterior ("Ele esperou pacientemente").

Conjunções como "mas", "porém", "contudo", "todavia" introduzem orações coordenadas sindéticas adversativas.

QUESTÃO 06 (Banca: FUNECE - Ceará) Em qual das alternativas o predicado é verbo-nominal?

a) Os alunos estavam quietos.

b) A prova é muito difícil.

c) Ele chegou atrasado à reunião.

d) A árvore floresceu rapidamente.

e) Meu pai comprou um carro.

Resposta:

c) Ele chegou atrasado à reunião.

Justificativa:

O predicado verbo-nominal possui um verbo (núcleo verbal) e um nome (núcleo nominal) que se refere ao sujeito ou ao objeto, indicando um estado ou característica.

Em (c), o verbo "chegou" indica ação, e "atrasado" é uma característica do sujeito ("Ele"), funcionando como predicativo do sujeito. "Chegou" é verbo de ação, e "atrasado" é predicativo do sujeito, caracterizando um predicado verbo-nominal.

Em (a) e (b), o predicado é nominal (verbos de ligação + predicativo). Em (d) e (e), o predicado é verbal (verbo de ação sem predicativo).

QUESTÃO 07 (Banca: Selecon - Sergipe) Assinale a opção em que o período é composto por subordinação.

a) Li o livro e gostei do final.

b) Ela estudou, mas não passou no exame.

c) Saímos cedo para que pudéssemos aproveitar o dia.

d) Venha logo ou perderemos o início do filme.

e) A cidade cresceu, contudo a qualidade de vida diminuiu.

Resposta:

c) Saímos cedo para que pudéssemos aproveitar o dia.

Justificativa:

Um período composto por subordinação ocorre quando há uma oração que depende sintaticamente de outra (oração principal) para ter sentido completo. A oração subordinada é introduzida, geralmente, por conjunções ou pronomes subordinativos.

Em (c), "para que pudéssemos aproveitar o dia" é uma oração subordinada adverbial final, que expressa a finalidade da ação da oração principal ("Saímos cedo"). Ela não tem sentido completo sozinha.

Nas demais alternativas, as orações são coordenadas, ou seja, independentes sintaticamente.


 

QUESTÃO 08 (Banca: MPRN)  - No trecho "Eles necessitam de apoio para o projeto.", a função sintática do termo em destaque é:

a) Objeto Direto

b) Objeto Indireto

c) Complemento Nominal

d) Adjunto Adverbial de Finalidade

e) Adjunto Adnominal

Resposta:

b) Objeto Indireto

Justificativa:

O verbo "necessitar" é transitivo indireto (quem necessita, necessita de algo).

O termo "de apoio" completa o sentido do verbo "necessitar" e é introduzido pela preposição "de", sendo, portanto, um Objeto Indireto.

QUESTÃO 09 (Banca: CESPE) Julgue o item a seguir quanto à classificação do sujeito.

"Trabalha-se muito nesta empresa."

O sujeito da oração é classificado como indeterminado.

( ) Certo

( ) Errado

Resposta:

Certo

Justificativa:

O item está Certo. A presença do verbo na 3ª pessoa do singular acompanhado do pronome "se" (partícula apassivadora ou índice de indeterminação do sujeito) em uma frase em que a ação não se refere a um sujeito específico e determinado, mas a uma generalidade, indica sujeito indeterminado. Neste caso, o "se" é índice de indeterminação do sujeito, pois o verbo é intransitivo ou transitivo indireto, ou transitivo direto com objeto direto preposicionado. No caso de "trabalha-se", o verbo é intransitivo.

QUESTÃO 10 (Banca: FUNCERN) Considerando a organização sintática, assinale a alternativa em que a frase apresenta um erro de concordância verbal ou nominal.

a) Os documentos foram enviados à diretoria.

b) Fazem dias que não a vejo.

c) Ela e eu iremos ao cinema.

d) Mais de um atleta se machucou na prova.

e) Nenhum dos presentes se manifestou.

Resposta:

b) Fazem dias que não a vejo.

Justificativa:

B) Incorreta. O verbo "fazer", quando indica tempo decorrido, é impessoal e deve permanecer na 3ª pessoa do singular. O correto seria "Faz dias que não a vejo." Este é um erro clássico de concordância verbal, transformando a oração em uma oração sem sujeito.

As demais alternativas estão sintaticamente corretas:

(a) Concordância verbal e nominal corretas.

(c) Sujeito composto de "ela e eu" concorda com o verbo na 1ª pessoa do plural.

(d) "Mais de um" concorda com o singular, a menos que haja reciprocidade ou repetição do numeral.


6.1. TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO: SUJEITO E PREDICADO

Na análise sintática, a oração é a unidade fundamental que se organiza em torno de um verbo. Dentro dessa estrutura, dois termos são considerados essenciais, pois formam a base de qualquer declaração: o Sujeito e o Predicado. Compreender a função e a relação entre eles é crucial para a clareza e correção na construção de frases.

COMPETÊNCIA I: CONHECIMENTO E COMPREENSÃO DO CONTEÚDO

Todo enunciado que contém um verbo (ou uma locução verbal) é uma oração. Os termos essenciais são aqueles sem os quais a oração, em sua maioria, não faz sentido completo.

O SUJEITO


O Sujeito é o termo sobre o qual se declara algo; é o ser (pessoa, animal ou coisa) que pratica ou sofre a ação verbal, ou sobre quem se atribui uma qualidade ou estado. É o "quem" ou "o que" da oração.

Como identificar o Sujeito: Pergunte ao verbo "Quem é que...?" ou "O que é que...?".

Exemplos:

"Os alunos estudaram para a prova."

Quem é que estudou? Os alunos. (Sujeito)

"O livro foi escrito por um autor renomado."

O que é que foi escrito? O livro. (Sujeito)

"Minha irmã está feliz."

Quem é que está feliz? Minha irmã. (Sujeito)


CLASSIFICAÇÃO DO SUJEITO:


Sujeito Determinado: É aquele que pode ser identificado na oração, seja ele explícito ou subentendido.

Sujeito Simples: Possui apenas um núcleo (uma palavra principal).

Exemplo: "O pássaro cantou." (Núcleo: pássaro)

Sujeito Composto: Possui dois ou mais núcleos.

Exemplo: "Maria e João viajaram." (Núcleos: Maria, João)

Sujeito Elíptico (Oculto/Desinencial): Não aparece explicitamente na oração, mas pode ser identificado pela desinência verbal (final do verbo) ou pelo contexto.

Exemplo: "Estudamos muito." (Sujeito: Nós, subentendido pela desinência '-amos')

"Cheguei cedo. Precisava terminar o relatório." (Sujeito de "Precisava": Eu, oculto, identificado pelo contexto da frase anterior).

Sujeito Indeterminado: É aquele que não pode ser identificado, seja porque não se quer ou não se pode nomeá-lo.

Verbo na 3ª pessoa do plural sem referência anterior:

Exemplo: "Telefonaram para você." (Não se sabe quem telefonou)

Verbo na 3ª pessoa do singular + partícula "se" (Índice de Indeterminação do Sujeito - IIS): Ocorre com verbos intransitivos, transitivos indiretos ou transitivos diretos com objeto direto preposicionado.

Exemplo: "Precisa-se de bons profissionais." (Quem precisa? Não se sabe, a ação é genérica).

Exemplo: "Vive-se bem nesta cidade."

Oração Sem Sujeito (Sujeito Inexistente): Ocorre com verbos que expressam fenômenos da natureza, o verbo "haver" no sentido de "existir" ou "acontecer", e os verbos "fazer" e "ser" indicando tempo ou clima.

Exemplos:

"Choveu muito ontem."

"Há muitos anos que não o vejo."

"Faz calor no verão."



O PREDICADO


O Predicado é tudo aquilo que se declara sobre o sujeito. Ele contém sempre o verbo e é o que "predica" (afirma ou nega) algo a respeito do sujeito.

Exemplos:

"Os alunos estudaram para a prova." (Predicado: estudaram para a prova)

"Minha irmã está feliz." (Predicado: está feliz)


CLASSIFICAÇÃO DO PREDICADO:


Predicado Verbal: O núcleo do predicado é um verbo de ação (verbo significativo).

Exemplo: "Os atletas correram na pista." (Núcleo: correram)

Predicado Nominal: O núcleo do predicado é um nome (substantivo ou adjetivo) que atribui uma característica ou estado ao sujeito, ligado a ele por um verbo de ligação.

Verbos de ligação: ser, estar, parecer, permanecer, ficar, continuar, andar (no sentido de estar), etc.

Exemplo: "Os alunos estão felizes." (Núcleo: felizes; "estão" é verbo de ligação)

Predicado Verbo-Nominal: Possui dois núcleos: um verbo de ação e um nome (predicativo) que se refere ao sujeito ou ao objeto.

Exemplo: "Os atletas chegaram cansados." (Núcleos: chegaram - verbo de ação; cansados - predicativo do sujeito "Os atletas").



COMPETÊNCIA II: APLICAÇÃO DO CONTEÚDO NA RESOLUÇÃO DE SITUAÇÕES-PROBLEMA

A identificação correta do sujeito e do predicado, e suas classificações, é fundamental para:


Garantir a Concordância Verbal: O verbo deve concordar em número e pessoa com o seu sujeito.

Problema: "As pessoas chegou cedo."

Aplicação: Identificando "As pessoas" como sujeito no plural, percebemos que o verbo "chegar" deve estar no plural: "As pessoas chegaram cedo."

Evitar Ambiguidade e Incompreensão: Um sujeito mal posicionado ou um predicado confuso pode alterar o sentido da frase.

Problema: "Vende-se casa." (Sujeito "casa" está no singular, concordando com "vende-se") vs. "Vendem-se casas." (Sujeito "casas" está no plural, concordando com "vendem-se").

Aplicação: A análise da voz passiva sintética (verbo + se + sujeito paciente) permite a concordância correta e evita a ideia de sujeito indeterminado.

Compreender a Estrutura Básica da Oração: Saber quem faz a ação e o que é declarado sobre esse ser é o ponto de partida para análises sintáticas mais complexas, como complementos e adjuntos.

Problema: Dificuldade em organizar as informações em uma frase.

Aplicação: Começar pelo sujeito e predicado oferece um esqueleto lógico para construir a oração de forma clara.


COMPETÊNCIA III: AVALIAÇÃO DA ADEQUAÇÃO DO CONTEÚDO E DA APLICAÇÃO

A avaliação do domínio dos termos essenciais da oração se manifesta na capacidade de:


PRODUZIR FRASES GRAMATICALMENTE CORRETAS:


 A concordância entre sujeito e verbo, e a escolha adequada do tipo de predicado, são indicativos de correção.


INTERPRETAR TEXTOS COM PRECISÃO:


 Identificar o sujeito de cada oração ajuda a determinar o agente das ações ou o tema das declarações, facilitando a compreensão global do texto.


REVISAR E APRIMORAR A PRÓPRIA ESCRITA:


 Ao entender as funções de sujeito e predicado, é possível identificar e corrigir erros de estrutura, tornando a comunicação mais eficaz e elegante.


O domínio dos termos essenciais da oração é a fundação para aprofundar-se nos demais aspectos da sintaxe e, consequentemente, para alcançar a excelência na expressão escrita.

QUESTÕES SOBRE TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO: SUJEITO E PREDICADO

QUESTÃO 01 (Banca: IBFC) - No período "Muitos turistas visitam as praias de Natal.", qual a classificação sintática do termo em destaque?

a) Predicado nominal

b) Sujeito simples

c) Sujeito composto

d) Oração sem sujeito

e) Sujeito oculto

Resposta:

b) Sujeito simples

Justificativa:

Para identificar o sujeito, perguntamos ao verbo: "Quem é que visitam?". A resposta é "Muitos turistas".

Como o núcleo do sujeito ("turistas") é apenas um, trata-se de um sujeito simples.

QUESTÃO 02 (Banca: CEBRASPE) - Julgue o item a seguir quanto à classificação do sujeito.

Em "Precisa-se de voluntários para o evento.", o sujeito da oração é indeterminado.

( ) Certo

( ) Errado

Resposta:

Certo

Justificativa:

O item está Certo. Quando o verbo está na 3ª pessoa do singular acompanhado da partícula "se" (e é transitivo indireto, como "precisar de", ou intransitivo), o sujeito é indeterminado. Não se especifica quem precisa, apenas que há uma necessidade geral.


 

QUESTÃO 03 (Banca: IBADE) - Assinale a alternativa em que o predicado é classificado como verbo-nominal.

a) Os alunos estavam muito contentes com o resultado.

b) O sol brilha intensamente no céu.

c) Ele chegou cansado da viagem.

d) Minha avó é uma pessoa muito sábia.

e) Os problemas pareciam insolúveis.

Resposta:

c) Ele chegou cansado da viagem.

Justificativa:

O predicado verbo-nominal tem dois núcleos: um verbo de ação e um nome (predicativo) que se refere ao sujeito ou ao objeto.

Em (c), "chegou" é um verbo de ação, e "cansado" é uma característica ("predicativo") atribuída ao sujeito "Ele".

As demais alternativas apresentam: (a) e (e) predicado nominal (verbo de ligação + predicativo); (b) predicado verbal (verbo de ação sem predicativo); (d) predicado nominal (verbo de ligação + predicativo).

QUESTÃO 04 (Banca: FUNCERN) - Na frase "Alegra-me o seu sucesso.", qual a função sintática do termo "o seu sucesso"?

a) Objeto direto

b) Sujeito

c) Objeto indireto

d) Predicativo do sujeito

e) Complemento nominal

Resposta:

b) Sujeito

Justificativa:

Para identificar o sujeito, perguntamos ao verbo "Quem é que me alegra?". A resposta é "o seu sucesso".

É comum, na língua portuguesa, que o sujeito apareça após o verbo, especialmente em construções como essa, onde o verbo "alegrar" é transitivo direto e o pronome "me" funciona como objeto direto. O "o seu sucesso" é o que pratica a ação de "alegrar".

QUESTÃO 05 (Banca: AOCP) - Marque a opção que contém uma oração sem sujeito.

a) Ontem, houve muitas discussões na reunião.

b) Eles foram à praia no feriado.

c) Vive-se bem nesta cidade litorânea.

d) As notícias deixaram-nos preocupados.

e) Fizeram o trabalho com dedicação.

Resposta:

a) Ontem, houve muitas discussões na reunião.

Justificativa:

A oração sem sujeito ocorre quando o verbo é impessoal, ou seja, não se refere a um agente. Isso acontece com o verbo "haver" no sentido de "existir", "ocorrer" ou "acontecer".

Em (a), "houve" está no sentido de "existiram muitas discussões", sendo impessoal e caracterizando uma oração sem sujeito.

Nas demais, há sujeito: (b) "Eles"; (c) Sujeito indeterminado ("se"); (d) "As notícias"; (e) Sujeito indeterminado (verbo na 3ª pessoa do plural sem referência anterior).

QUESTÃO 06 (Banca: FUNECE - Ceará)

Considere o período: "Eu e meus colegas organizamos o evento." A classificação do sujeito destacado é:

a) Simples

b) Oculto

c) Indeterminado

d) Composto

e) Inexistente

Resposta:

d) Composto

Justificativa:

O sujeito "Eu e meus colegas" possui dois núcleos distintos ("Eu" e "colegas") que realizam a ação de "organizar". Quando há dois ou mais núcleos, o sujeito é classificado como composto.

 

QUESTÃO 07 (Banca: Selecon - Sergipe) - Assinale a alternativa em que o sujeito está elíptico (oculto).

a) Fui ao mercado e comprei pão.

b) Choveu forte na capital.

c) Alugaram-se casas na praia.

d) Parece que vai nevar.

e) Não se faz mais filmes como antigamente.

Resposta:

a) Fui ao mercado e comprei pão.

Justificativa:

O sujeito elíptico (oculto/desinencial) não aparece expressamente na oração, mas pode ser identificado pela desinência verbal ou pelo contexto.

Em (a), os verbos "fui" e "comprei" estão na 1ª pessoa do singular, indicando que o sujeito é "Eu", que está oculto.

Nas demais: (b) Oração sem sujeito; (c) Sujeito "casas" (voz passiva sintética); (d) Oração sem sujeito ("fenômeno da natureza"); (e) Sujeito indeterminado ("se").

QUESTÃO 08 (Banca: MPRN) - No segmento "As crianças estão alegres com as novas brincadeiras.", o predicado é classificado como:

a) Verbal

b) Nominal

c) Verbo-nominal

d) Sujeito inexistente

e) Predicativo do sujeito

Resposta:

b) Nominal

Justificativa:

O predicado nominal tem como núcleo um nome (substantivo ou adjetivo) que expressa um estado ou característica do sujeito, ligado a ele por um verbo de ligação.

Em "estão alegres com as novas brincadeiras", "estão" é um verbo de ligação, e "alegres" é o núcleo nominal que atribui uma qualidade ao sujeito "As crianças".

QUESTÃO 09 (Banca: IBFC)

Qual das orações abaixo possui sujeito simples?

a) Vendem-se apartamentos.

b) Precisa-se de operários.

c) Os atletas e o técnico viajaram.

d) Chegaram os novos professores.

e) Fazia frio naquela manhã.

Resposta:

d) Chegaram os novos professores.

Justificativa:

Para identificar o sujeito, perguntamos ao verbo: "Quem é que chegaram?". A resposta é "os novos professores".

O núcleo do sujeito é "professores", sendo apenas um núcleo. Mesmo vindo após o verbo, é um sujeito simples.

(a) e (b) apresentam sujeito paciente ("apartamentos") ou indeterminado ("precisa-se").

(c) Sujeito composto ("atletas e técnico").

(e) Oração sem sujeito (verbo "fazer" indicando clima).


 

QUESTÃO 10 (Banca: CESPE) - No período "Os políticos prometeram muito, mas fizeram pouco.", o tipo de predicado da segunda oração é:

a) Predicado nominal.

b) Predicado verbal.

c) Predicado verbo-nominal.

d) Oração sem sujeito.

e) Sujeito indeterminado.

Resposta:

b) Predicado verbal.

Justificativa:

Na oração "fizeram pouco", o verbo "fazer" é um verbo de ação (significativo) e não há um nome (substantivo ou adjetivo) que funcione como predicativo do sujeito ou do objeto.

O termo "pouco" funciona como objeto direto (fizeram o quê? pouco) ou adjunto adverbial de intensidade, mas não como núcleo nominal do predicado. Portanto, o predicado é verbal.


6.2. TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO: COMPLEMENTOS VERBAIS E NOMINAIS, AGENTE DA PASSIVA

Após compreendermos os termos essenciais da oração (sujeito e predicado), aprofundaremos nos termos integrantes. Estes termos são fundamentais porque, como o próprio nome indica, integram o sentido de verbos e nomes que, por si só, não têm um significado completo. Eles são essenciais para a total compreensão da mensagem transmitida pela oração.

COMPETÊNCIA I: CONHECIMENTO E COMPREENSÃO DO CONTEÚDO

Os termos integrantes da oração completam o sentido de outros termos, sejam eles verbos ou nomes.

COMPLEMENTOS VERBAIS

Os complementos verbais completam o sentido dos verbos transitivos, aqueles que exigem um complemento para que sua significação seja plena. Existem dois tipos principais:


OBJETO DIRETO (OD):


Completa o sentido de um verbo transitivo direto, sem a necessidade de uma preposição obrigatória. Geralmente, responde às perguntas "o quê?" ou "quem?" após o verbo.

Exemplos:

"Comprei um livro novo." (Quem compra, compra o quê? "um livro novo")

"Visitei meus pais." (Quem visita, visita quem? "meus pais")

Importante: Pode ser representado por um pronome oblíquo átono (o, a, os, as, lo, la, los, las, no, na, nos, nas). Ex: "Comprei-o." / "Visitei-os."


OBJETO INDIRETO (OI):


Completa o sentido de um verbo transitivo indireto, e a presença de uma preposição obrigatória é essencial. Geralmente, responde às perguntas "de quê?", "para quê?", "a quem?", "de quem?", etc., após o verbo.

Exemplos:

"Necessito de ajuda." (Quem necessita, necessita de quê? "de ajuda")

"Obedeça aos seus pais." (Quem obedece, obedece a quem? "aos seus pais")

Importante: Pode ser representado por um pronome oblíquo átono (lhe, lhes). Ex: "Obedeça-lhes."

Verbos Transitivos Diretos e Indiretos (Bitransitivos): São verbos que exigem dois complementos: um objeto direto e um objeto indireto.

Exemplo: "Entreguei o relatório (OD) ao gerente (OI)." (Quem entrega, entrega o quê? "o relatório" a quem? "ao gerente")


COMPLEMENTO NOMINAL (CN)


O complemento nominal completa o sentido de um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) que possui sentido incompleto ou transitivo, sendo sempre introduzido por uma preposição.

Identificação: Difere do adjunto adnominal, pois o complemento nominal sempre tem preposição e completa o sentido de um nome, não de um verbo.

Exemplos:

"Tenho necessidade de carinho." (Necessidade de quê? "de carinho" – completa o sentido do substantivo "necessidade")

"Estou apto para o cargo." (Apto para quê? "para o cargo" – completa o sentido do adjetivo "apto")

"Ela agiu favoravelmente aos réus." (Favoravelmente a quem? "aos réus" – completa o sentido do advérbio "favoravelmente")


AGENTE DA PASSIVA


O agente da passiva é o termo que, na voz passiva, indica quem pratica a ação expressa pelo verbo. Corresponde ao sujeito da voz ativa e é sempre introduzido por uma preposição (geralmente "por" ou "de").

Identificação: Aparece apenas em orações na voz passiva (com verbo ser/estar + particípio ou com "se" apassivador).

Exemplos:

Voz Ativa: "O aluno fez o trabalho." (Sujeito: O aluno)

Voz Passiva: "O trabalho foi feito pelo aluno." ("pelo aluno" é o agente da passiva, pois foi ele quem fez o trabalho.)

Voz Passiva: "A casa será construída por arquitetos." ("por arquitetos" é o agente da passiva.)


COMPETÊNCIA II: APLICAÇÃO DO CONTEÚDO NA RESOLUÇÃO DE SITUAÇÕES-PROBLEMA


A compreensão dos termos integrantes é crucial para a produção e interpretação de textos claros e gramaticalmente corretos:

Concordância Verbal e Regência: Identificar os complementos verbais auxilia na aplicação correta da regência verbal e na escolha da preposição.

Problema: Dúvida entre "chegar no local" e "chegar ao local".

Aplicação: O verbo "chegar" exige a preposição "a" (quem chega, chega a algum lugar), portanto, o complemento é um objeto indireto: "chegar ao local".

Diferenciação entre Complemento Nominal e Adjunto Adnominal: Um erro comum que a análise dos termos integrantes ajuda a resolver.

Problema: Distinguir "a construção da casa" (casa construída) de "a construção de casa" (casa a ser construída).

Aplicação: Na verdade, a diferença não é entre adjunto adnominal e complemento nominal nesse caso. Ambos são adjuntos adnominais quando "de casa" se refere a um substantivo concreto. A distinção se torna crucial em casos como "o amor aos pais" (complemento nominal, pois "amor" é substantivo abstrato e "aos pais" é o alvo do amor) e "o muro de pedra" (adjunto adnominal, pois "de pedra" caracteriza "muro", substantivo concreto).

Transformação de Vozes Verbais: O agente da passiva é um elemento chave para transformar orações da voz ativa para a passiva e vice-versa.

Problema: Como transformar "A equipe concluiu o projeto" para a voz passiva.

Aplicação: Ao identificar "a equipe" como sujeito na voz ativa, ele se tornará o agente da passiva na voz passiva: "O projeto foi concluído pela equipe."


COMPETÊNCIA III: AVALIAÇÃO DA ADEQUAÇÃO DO CONTEÚDO E DA APLICAÇÃO

A avaliação do domínio dos termos integrantes da oração se reflete na:


Precisão Semântica: O uso correto dos complementos garante que o sentido pretendido pelo falante ou escritor seja fielmente compreendido pelo ouvinte ou leitor. A ausência ou a troca de uma preposição, por exemplo, pode alterar drasticamente o significado de um verbo.

Correção Gramatical: A habilidade de identificar e empregar adequadamente objetos diretos e indiretos, complementos nominais e agentes da passiva é um pilar da correção gramatical na construção de frases complexas.

 

Fluidez e Coesão Textual: O conhecimento desses termos permite a construção de períodos mais elaborados e a variação da estrutura das frases, contribuindo para a fluidez e a coesão do texto como um todo.


Dominar os termos integrantes é um passo fundamental para alcançar a excelência na comunicação escrita, pois eles fornecem a profundidade e a clareza necessárias às declarações.


 

QUESTÕES SOBRE TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO: COMPLEMENTOS VERBAIS E NOMINAIS, AGENTE DA PASSIVA

QUESTÃO 01 (Banca: IBFC) - No trecho "A secretária enviou os documentos ao gerente.", os termos destacados classificam-se, respectivamente, como:

a) Objeto Direto e Objeto Direto

b) Objeto Indireto e Objeto Direto

c) Objeto Direto e Objeto Indireto

d) Complemento Nominal e Objeto Indireto

e) Objeto Indireto e Complemento Nominal

Resposta:

c) Objeto Direto e Objeto Indireto

Justificativa:

O verbo "enviar" é transitivo direto e indireto (bitransitivo). Quem envia, envia algo (os documentos - Objeto Direto) a alguém (ao gerente - Objeto Indireto, introduzido pela preposição "a").

QUESTÃO 02 (Banca: CEBRASPE) - Julgue o item a seguir quanto à classificação do termo destacado.

Em "O projeto foi aprovado pelo conselho.", o termo em destaque exerce a função de Agente da Passiva.

( ) Certo

( ) Errado

Resposta:

Certo

Justificativa:

O item está Certo. A oração está na voz passiva ("foi aprovado"). O termo "pelo conselho" indica quem realizou a ação de aprovar o projeto, sendo, portanto, o Agente da Passiva. Na voz ativa, o conselho seria o sujeito ("O conselho aprovou o projeto").

QUESTÃO 03 (Banca: IBADE) - Assinale a alternativa em que o termo destacado funciona como Complemento Nominal.

a) Tenho medo de altura.

b) Gostamos de viajar.

c) A compra do imóvel foi rápida.

d) Ele vive de caridade.

e) Falei de você.

Resposta:

a) Tenho medo de altura.

Justificativa:

O Complemento Nominal completa o sentido de um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio), sendo introduzido por preposição.

Em (a), "de altura" completa o sentido do substantivo abstrato "medo", indicando o alvo do medo.

Em (b) e (e), são Objetos Indiretos (completam o verbo "gostar" e "falar", respectivamente).

Em (c), "do imóvel" é Adjunto Adnominal, pois "compra" é substantivo abstrato, mas "do imóvel" indica a posse ou o sujeito que comprou, ou o objeto que foi comprado. É importante notar a diferença: "medo" é abstrato e exige complemento para o seu sentido. "Compra" é um substantivo concreto.

Em (d), "de caridade" é Objeto Indireto (completa o verbo "viver" no sentido de "sustentar-se").

QUESTÃO 04 (Banca: FUNCERN) - Na frase "Aguardávamos a sua resposta.", o termo "a sua resposta" é um(a):

a) Objeto Indireto

b) Complemento Nominal

c) Agente da Passiva

d) Objeto Direto

e) Predicativo do Sujeito

Resposta:

d) Objeto Direto

Justificativa:

O verbo "aguardar" é transitivo direto (quem aguarda, aguarda algo ou alguém).

O termo "a sua resposta" completa o sentido do verbo sem a presença de preposição obrigatória, caracterizando-se como Objeto Direto.


 

QUESTÃO 05 (Banca: AOCP) - Marque a opção em que a frase apresenta um Objeto Indireto.

a) Li um livro interessante.

b) Ela obedece aos regulamentos.

c) Comprei flores.

d) Eles vivem felizes.

e) O professor corrigiu as provas.

Resposta:

b) Ela obedece aos regulamentos.

Justificativa:

O Objeto Indireto é o complemento de um verbo transitivo indireto e é introduzido por preposição.

Em (b), o verbo "obedecer" é transitivo indireto (quem obedece, obedece a algo/alguém), e "aos regulamentos" é introduzido pela preposição "a", sendo, portanto, um Objeto Indireto.

(a), (c) e (e) apresentam Objeto Direto. (d) apresenta predicativo do sujeito.

QUESTÃO 06 (Banca: FUNECE - Ceará) - Considere o período: "A decisão foi tomada pelos membros da comissão." A função sintática do termo em destaque é de:

a) Sujeito paciente

b) Complemento nominal

c) Objeto indireto

d) Agente da passiva

e) Adjunto adverbial

Resposta:

d) Agente da passiva

Justificativa:

A oração está na voz passiva ("foi tomada"). O termo "pelos membros da comissão" indica quem realizou a ação de tomar a decisão, sendo o Agente da Passiva.

QUESTÃO 07 (Banca: Selecon - Sergipe) - Em "Tenho certeza de sua aprovação no concurso.", o termo destacado exerce a função sintática de:

a) Objeto Direto

b) Objeto Indireto

c) Complemento Nominal

d) Adjunto Adnominal

e) Agente da Passiva

Resposta:

c) Complemento Nominal

Justificativa:

O termo "de sua aprovação" completa o sentido do nome "certeza" (substantivo abstrato) e é introduzido pela preposição "de". Portanto, trata-se de um Complemento Nominal.

QUESTÃO 08 (Banca: MPRN) - No trecho "O diretor necessita de novos equipamentos para o laboratório.", a classificação do termo em destaque é:

a) Objeto Direto

b) Objeto Indireto

c) Complemento Nominal

d) Predicativo do objeto

e) Agente da passiva

Resposta:

b) Objeto Indireto

Justificativa:

O verbo "necessitar" é transitivo indireto (quem necessita, necessita de algo).

O termo "de novos equipamentos" completa o sentido do verbo e é introduzido pela preposição "de", sendo um Objeto Indireto.


 

QUESTÃO 09 (Banca: IBFC) - Assinale a alternativa em que há um verbo transitivo direto e indireto (bitransitivo).

a) O aluno estuda muito.

b) Ela chegou cedo.

c) Entreguei a carta ao carteiro.

d) Ele precisa de ajuda.

e) A cidade permanece calma.

Resposta:

c) Entreguei a carta ao carteiro.

Justificativa:

Um verbo bitransitivo exige um Objeto Direto e um Objeto Indireto.

Em (c), o verbo "entregar" exige "a carta" (Objeto Direto) e "ao carteiro" (Objeto Indireto), sendo, portanto, bitransitivo.

(a) e (b) são intransitivos. (d) é transitivo indireto. (e) é de ligação.

QUESTÃO 10 (Banca: CESPE) - Julgue o item a seguir.

Na frase "A casa foi pintada por um artista famoso.", o termo em destaque é um objeto indireto.

( ) Certo

( ) Errado

Resposta:

Errado

Justificativa:

O item está Errado. A oração está na voz passiva ("foi pintada"). O termo "por um artista famoso" indica quem praticou a ação de pintar a casa, sendo, portanto, o Agente da Passiva, e não um objeto indireto.


6.3. TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO: ADJUNTO ADVERBIAL, ADJUNTO ADNOMINAL, APOSTO E VOCATIVO

Além do sujeito e do predicado (termos essenciais) e dos complementos verbais/nominais (termos integrantes), a oração pode contar com os termos acessórios. Como o nome sugere, esses termos não são obrigatórios para a compreensão básica da oração, mas servem para adicionar informações, especificar, detalhar ou realçar sentidos, tornando a comunicação mais rica e precisa.

COMPETÊNCIA I: CONHECIMENTO E COMPREENSÃO DO CONTEÚDO

Vamos explorar os principais termos acessórios da oração:

ADJUNTO ADVERBIAL


O adjunto adverbial é um termo que modifica o sentido de um verbo, adjetivo ou outro advérbio, adicionando uma circunstância. Ele funciona como uma "informação extra" sobre o que, como, onde ou quando algo aconteceu.

Ele pode ser um advérbio (muito), uma locução adverbial (de manhã), ou até mesmo um substantivo com valor de advérbio (todo dia).

Para identificar um adjunto adverbial, pergunte:

Quando? (Tempo): Eles chegaram hoje.

Onde? (Lugar): Estudei na biblioteca.

Como? (Modo): Ela fala calmamente.

Por quê? (Causa): Morreu de frio.

Com quem? (Companhia): Viajou com a família.

Com o quê? (Instrumento): Cortou o bolo com a faca.


ADJUNTO ADNOMINAL


O adjunto adnominal é um termo que acompanha e qualifica ou especifica um substantivo. Pense nele como uma "etiqueta" que dá mais detalhes ao nome.

Ele sempre se liga a um substantivo e nunca a um verbo de ligação. Pode ser um artigo, um adjetivo, uma locução adjetiva, um pronome adjetivo ou um numeral.

Como identificar: Procure um termo que está diretamente ligado a um substantivo para qualificá-lo ou delimitá-lo.

Artigo: A casa nova é bonita.

Adjetivo: Comprei dois livros interessantes.

Locução Adjetiva: Vi um pássaro sem penas.

Pronome Adjetivo: Minhas canetas sumiram.

Atenção: Não confunda adjunto adnominal com predicativo do sujeito. O adjunto adnominal se liga diretamente ao substantivo, enquanto o predicativo se liga ao sujeito por meio de um verbo de ligação.


APOSTO


O aposto é um termo que explica, especifica, resume ou enumera outro termo da oração (geralmente um substantivo ou pronome). Ele é como um "parêntese" que adiciona uma informação extra sobre algo que já foi dito.

Geralmente vem separado por vírgulas, dois-pontos ou travessões.

Tipos de Aposto

Explicativo: Explica ou detalha o termo anterior.

Exemplo: "Machado de Assis, o bruxo do Cosme Velho, é um dos maiores escritores brasileiros."

Especificador: Especifica um substantivo genérico, sem o uso de pontuação.

Exemplo: "A cidade de São Paulo cresce muito."

Enumerativo: Enumera os itens de um termo anterior.

Exemplo: "Ele tem três grandes paixões: ler, viajar e cozinhar."

Resumitivo: Resume uma série de termos anteriores com um pronome.

Exemplo: "Livros, filmes, músicas, tudo me interessa."


VOCATIVO


O vocativo é um termo à parte na oração, usado para chamar, invocar ou interpelar o interlocutor. Ele não tem uma função sintática de sujeito ou predicado; sua única função é estabelecer uma comunicação direta.

Ele é facilmente identificado por vir isolado por vírgulas.

Exemplos:

"João, venha aqui, por favor."

"Obrigado, meus amigos!"

"Ó Deus, ajude-me!"


COMPETÊNCIA II: APLICAÇÃO DO CONTEÚDO NA RESOLUÇÃO DE SITUAÇÕES-PROBLEMA

O domínio dos termos acessórios da oração é fundamental para aprimorar a escrita e a compreensão textual:


Enriquecimento do Texto: Permite adicionar detalhes, circunstâncias e características sem sobrecarregar a estrutura principal da frase.

Problema: Uma frase muito básica, como "A casa é grande."

Aplicação: Adicionar adjuntos adnominais ("A minha casa amarela é grande.") e adjuntos adverbiais ("A minha casa amarela é grande demais para uma pessoa só.") para enriquecer a informação.

Clareza e Precisão: O aposto, por exemplo, é crucial para evitar ambiguidades ao explicar um termo.

Problema: "O diretor, José, aprovou o projeto." (José é o nome do diretor) vs. "O diretor José aprovou o projeto." (José é o diretor que tem esse nome, distinguindo-o de outros diretores).

Aplicação: O uso da vírgula no aposto explicativo muda completamente o sentido, indicando que há apenas um diretor e o nome dele é José. A ausência da vírgula (aposto especificador) sugere que pode haver outros diretores, e José é o que está sendo especificado.

Comunicação Direta: O vocativo é essencial para a interação direta com o interlocutor.

Problema: Querer chamar a atenção de alguém em um texto ou fala.

Aplicação: Usar o vocativo de forma adequada ("Caros alunos, preste atenção!" ou "Professor, posso tirar uma dúvida?") para estabelecer a comunicação direta e formal.


COMPETÊNCIA III: AVALIAÇÃO DA ADEQUAÇÃO DO CONTEÚDO E DA APLICAÇÃO

A avaliação do conhecimento sobre os termos acessórios vai além da simples identificação. Envolve a capacidade de:


Utilizá-los com intencionalidade: Escolher o adjunto adverbial que melhor expressa a circunstância desejada, o adjunto adnominal que qualifica de forma mais precisa, ou o aposto que esclarece sem redundância.

Perceber o impacto da pontuação: A pontuação (especialmente a vírgula) é vital para diferenciar apostos, vocativos e até mesmo adjuntos adverbiais deslocados, alterando o sentido e a fluidez da leitura.

Analisar a função em contextos diversos: Reconhecer que um mesmo termo pode ter funções diferentes dependendo do contexto ("ele vive feliz" - predicativo do sujeito; "ele vive felizmente" - adjunto adverbial de modo).


Dominar os termos acessórios da oração permite construir textos mais elaborados, expressivos e gramaticalmente corretos, aprimorando significativamente a qualidade da comunicação escrita.


 

QUESTÕES SOBRE TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO: ADJUNTO ADVERBIAL, ADJUNTO ADNOMINAL, APOSTO E VOCATIVO

Agora é hora de testar seus conhecimentos sobre os termos acessórios da oração!


QUESTÃO 01 (Banca: IBFC) - No trecho "Eles trabalham com dedicação todos os dias.", o termo em destaque exerce a função sintática de:

a) Objeto Indireto

b) Adjunto Adnominal

c) Adjunto Adverbial de Modo

d) Complemento Nominal

e) Aposto

Resposta:

c) Adjunto Adverbial de Modo

Justificativa:

O termo "com dedicação" expressa a maneira ou modo como eles trabalham. Funções sintáticas que indicam uma circunstância relacionada ao verbo são classificadas como adjuntos adverbiais.

QUESTÃO 02 (Banca: CEBRASPE) - Julgue o item a seguir quanto à classificação sintática.

Em "O Rio de Janeiro, Cidade Maravilhosa, encanta a todos.", o termo em destaque é um aposto explicativo.

( ) Certo

( ) Errado

Resposta:

Certo

Justificativa:

O item está Certo. O termo "Cidade Maravilhosa" está entre vírgulas e serve para explicar ou detalhar o termo anterior ("O Rio de Janeiro"), caracterizando-se como um aposto explicativo.

QUESTÃO 03 (Banca: IBADE) - Assinale a alternativa em que o termo destacado funciona como Adjunto Adnominal.

a) Os atletas correm rapidamente.

b) O menino de óculos é meu primo.

c) Tenho necessidade de atenção.

d) Ele vive bem.

e) A prova foi corrigida por ele.

Resposta:

b) O menino de óculos é meu primo.

Justificativa:

O Adjunto Adnominal acompanha e caracteriza um substantivo.

Em (b), a locução adjetiva "de óculos" caracteriza o substantivo "menino", especificando-o sem o auxílio de um verbo de ligação.

Nas demais: (a) Adjunto Adverbial de Modo; (c) Complemento Nominal (completa um nome abstrato); (d) Adjunto Adverbial de Modo; (e) Agente da Passiva.


 

QUESTÃO 04 (Banca: FUNCERN) - Na frase "Senhores pais, compareçam à reunião!", a expressão "Senhores pais" exerce a função sintática de:

a) Sujeito

b) Objeto Direto

c) Vocativo

d) Aposto

e) Predicativo do Sujeito

Resposta:

c) Vocativo

Justificativa:

O vocativo é um termo que serve para chamar, invocar ou interpelar o interlocutor. Ele não possui relação sintática direta com o sujeito ou o predicado, vindo sempre isolado por vírgula(s). "Senhores pais" é o termo usado para dirigir a fala diretamente a eles.

QUESTÃO 05 (Banca: AOCP) - Marque a opção em que a frase contém um Adjunto Adverbial de Lugar.

a) Voltarei para casa amanhã.

b) Eles moram longe daqui.

c) Saímos com pressa.

d) Estudei muito para a prova.

e) Viajamos por causa da greve.

Resposta:

b) Eles moram longe daqui.

Justificativa:

O Adjunto Adverbial de Lugar indica a circunstância de lugar onde a ação ocorre.

Em (b), "longe daqui" indica o lugar onde eles moram.

As demais alternativas apresentam: (a) Adjunto Adverbial de Tempo; (c) Adjunto Adverbial de Modo; (d) Adjunto Adverbial de Intensidade; (e) Adjunto Adverbial de Causa.

QUESTÃO 06 (Banca: FUNECE - Ceará) - Considere o período: "Trouxemos todos os materiais: livros, cadernos e canetas." O termo em destaque classifica-se como:

a) Adjunto Adnominal

b) Objeto Direto

c) Complemento Nominal

d) Aposto enumerativo

e) Agente da passiva

Resposta:

d) Aposto enumerativo

Justificativa:

O termo "livros, cadernos e canetas" enumera ou especifica os "materiais" que foram trazidos. Quando o aposto detalha ou lista os componentes de um termo anterior, ele é classificado como aposto enumerativo.

QUESTÃO 07 (Banca: Selecon - Sergipe) - Em "A vida, sim, nos surpreende a cada dia.", o termo destacado é um:

a) Adjunto Adverbial de Negação

b) Adjunto Adverbial de Afirmação

c) Vocativo

d) Aposto Explicativo

e) Objeto Direto

Resposta:

b) Adjunto Adverbial de Afirmação

Justificativa:

O advérbio "sim" reforça uma ideia de afirmação, funcionando como um adjunto adverbial de afirmação.

QUESTÃO 08 (Banca: MPRN) - No segmento "As minhas canetas novas sumiram.", o termo destacado tem a função sintática de:

a) Artigo

b) Predicativo do sujeito

c) Objeto direto

d) Adjunto Adnominal

e) Pronome substantivo

Resposta:

d) Adjunto Adnominal

Justificativa:

O pronome possessivo "minhas" acompanha e especifica o substantivo "canetas", caracterizando-o. Portanto, exerce a função de Adjunto Adnominal.

QUESTÃO 09 (Banca: IBFC) - Qual das frases abaixo apresenta um vocativo?

a) Queridos pais, recebam meu carinho.

b) Os pais dos alunos participaram do evento.

c) A felicidade dos pais é o que importa.

d) Meu pai, o herói, sempre me apoiou.

e) Ele falou com os pais sobre o assunto.

Resposta:

a) Queridos pais, recebam meu carinho.

Justificativa:

O vocativo é um termo que chama ou interpela o interlocutor, vindo isolado por vírgula.

Em (a), "Queridos pais" é o termo usado para se dirigir diretamente aos pais.

Nas demais: (b) "Os pais" é sujeito; (c) "dos pais" é complemento nominal de "felicidade"; (d) "o herói" é aposto explicativo de "Meu pai"; (e) "com os pais" é adjunto adverbial de companhia.

QUESTÃO 10 (Banca: CESPE) - Julgue o item a seguir.

No período "Estudamos o dia todo para a prova.", o termo "o dia todo" é um adjunto adnominal.

( ) Certo

( ) Errado

Resposta:

Errado

Justificativa:

O item está Errado. O termo "o dia todo" indica a circunstância de tempo em que a ação de estudar ocorreu ("Quando estudamos? O dia todo"). Portanto, é um adjunto adverbial de tempo, e não um adjunto adnominal.


6.4. TIPOS DE PERÍODO: SIMPLES E COMPOSTO

Na sintaxe, o período é a organização de uma ou mais orações que formam um sentido completo. Ele é a unidade de sentido que começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final, ponto de interrogação ou ponto de exclamação. Compreender a diferença entre os tipos de período é essencial para construir textos variados, claros e com a complexidade adequada à mensagem que se deseja transmitir.

COMPETÊNCIA I: CONHECIMENTO E COMPREENSÃO DO CONTEÚDO

Para classificar um período, o primeiro passo é identificar o número de orações que o compõem. Lembre-se: uma oração é caracterizada pela presença de um verbo (ou uma locução verbal).

1. PERÍODO SIMPLES


Um período simples é aquele formado por apenas uma oração. Essa única oração contém um sujeito e um predicado, expressando uma ideia completa e autônoma. Por ter apenas um verbo, o período simples é também chamado de oração absoluta.

Características:

Possui um único verbo ou locução verbal.

Geralmente é mais direto e conciso.

Exemplos:

"O sol brilha intensamente." (Verbo: brilha)

"Os alunos estavam estudando para a prova." (Locução verbal: estavam estudando)

"Choveu muito ontem." (Verbo: choveu - oração sem sujeito)


2. PERÍODO COMPOSTO


Um período composto é formado por duas ou mais orações. Essas orações se relacionam entre si para construir um sentido mais elaborado e complexo. A forma como essas orações se conectam define os subtipos de período composto.

Características:

Possui dois ou mais verbos ou locuções verbais.

Permite expressar ideias mais elaboradas, relações de causa, consequência, tempo, condição, entre outras.


TIPOS DE PERÍODO COMPOSTO:


a) Período Composto por Coordenação:

Nesse tipo, as orações são sintaticamente independentes, ou seja, cada uma delas faz sentido por si só, mesmo que sejam semanticamente relacionadas. Elas são ligadas por conjunções coordenativas ou justapostas (sem conjunção).

Exemplos:

"Fui ao mercado e comprei frutas." (As orações poderiam existir separadamente: "Fui ao mercado." e "Comprei frutas.")

"Estudou muito, mas não foi aprovado." (As orações são independentes, conectadas por "mas", que indica adversidade.)

"Chegou, viu, venceu." (Orações justapostas, sem conjunção explícita.)

b) Período Composto por Subordinação:

Neste caso, as orações são sintaticamente dependentes. Uma oração (a subordinada) desempenha uma função sintática em relação a outra (a principal), que serve de base. A oração subordinada não tem sentido completo se isolada. Geralmente, são introduzidas por conjunções subordinativas ou pronomes relativos.

Exemplos:

"Espero que você venha." ("Espero" é a oração principal; "que você venha" completa o sentido de "espero", funcionando como objeto direto do verbo "esperar". Se isolada, "que você venha" não faz sentido completo.)

"A casa onde moro é antiga." ("A casa... é antiga" é a oração principal; "onde moro" é uma oração subordinada adjetiva que especifica a casa.)

"Como estava chovendo, ficamos em casa." ("Ficamos em casa" é a oração principal; "Como estava chovendo" é uma oração subordinada adverbial de causa, que indica o motivo de terem ficado em casa.)

c) Período Composto por Coordenação e Subordinação (Misto):

É o período que apresenta simultaneamente orações coordenadas e orações subordinadas.

Exemplo: "Ele disse que viria e que traria os documentos."

"Ele disse" (Oração Principal)

"que viria" (Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta)

"e que traria os documentos" (Oração Coordenada Sindética Aditiva, ligada a "que viria" e subordinada à oração principal "Ele disse")


COMPETÊNCIA II: APLICAÇÃO DO CONTEÚDO NA RESOLUÇÃO DE SITUAÇÕES-PROBLEMA

Saber classificar os tipos de período é uma habilidade valiosa para:


Melhorar a Compreensão Leitora: Ao identificar as relações entre as orações (causa, consequência, tempo, etc.), o leitor consegue apreender a complexidade e a lógica do pensamento do autor.

Problema: Um texto denso e com frases longas parece confuso.

Aplicação: Analisar se as orações são coordenadas ou subordinadas ajuda a "quebrar" o período em unidades de sentido, facilitando a interpretação das relações lógicas.

Variar o Estilo de Escrita: Evita a monotonia de usar apenas períodos simples ou apenas períodos longos e complexos.

Problema: Meu texto soa repetitivo e infantil, com muitas frases curtas.

Aplicação: Comece a combinar orações simples em períodos compostos por coordenação ou subordinação para expressar ideias mais elaboradas e complexas, adicionando fluidez e sofisticação à sua escrita.

Garantir a Coesão e Coerência Textual: O uso adequado de conjunções e a correta articulação entre as orações asseguram que as ideias estejam bem conectadas e que o texto faça sentido.

Problema: As ideias no meu parágrafo não se conectam bem.

Aplicação: Avalie se as orações estão corretamente ligadas por conjunções apropriadas à relação semântica que você quer expressar (ex: "porque" para causa, "embora" para concessão, "e" para adição).


COMPETÊNCIA III: AVALIAÇÃO DA ADEQUAÇÃO DO CONTEÚDO E DA APLICAÇÃO

A avaliação do domínio sobre os tipos de período vai além da mera classificação, englobando a capacidade de:


Produzir textos com complexidade adequada: Escolher o tipo de período ideal para cada contexto comunicativo. Períodos simples para clareza e impacto; períodos compostos para argumentação, descrição detalhada ou exposição de ideias complexas.

Identificar e corrigir problemas de articulação: Reconhecer quando a ausência ou o uso inadequado de conectivos (conjunções) compromete a clareza e a fluidez do texto.

 

Analisar a intencionalidade do autor: Entender por que um autor optou por um período simples para enfatizar uma ideia, ou por um período composto para construir um argumento mais robusto.


Dominar os tipos de período é uma ferramenta poderosa para aprimorar a capacidade de expressão e compreensão na língua portuguesa, permitindo uma comunicação mais eficaz e sofisticada.

QUESTÕES SOBRE TIPOS DE PERÍODO: SIMPLES E COMPOSTO

Teste seus conhecimentos sobre a estrutura dos períodos em Língua Portuguesa! As 10 questões de múltipla escolha a seguir foram elaboradas com base no estilo das bancas IBFC, IBADE, FUNCERN, CESPE, CEBRASPE, AOCP, FUNECE (Ceará), Selecon (Sergipe) e MPRN, abordando a classificação de períodos simples e compostos.


QUESTÃO 01 (Banca: IBFC) - Assinale a alternativa que apresenta um período simples.

a) Os alunos estudaram e aprenderam a matéria.

b) Embora estivesse chovendo, saímos para passear.

c) Chegamos cedo ao evento.

d) Ele disse que viria.

e) Li o livro que me indicaram.

Resposta:

c) Chegamos cedo ao evento.

Justificativa:

Um período simples é formado por apenas uma oração, ou seja, possui um único verbo ou locução verbal.

Na alternativa (c), há apenas o verbo "Chegamos", configurando uma única oração e, consequentemente, um período simples. As demais alternativas contêm dois ou mais verbos/locuções verbais.

QUESTÃO 02 (Banca: CEBRASPE) - Julgue o item a seguir quanto à classificação do período.

No trecho "Ele leu o livro, revisou o trabalho e entregou a tarefa.", o período é composto por coordenação.

( ) Certo

( ) Errado

Resposta:

Certo

Justificativa:

O item está Certo. O período "Ele leu o livro, revisou o trabalho e entregou a tarefa." é formado por três orações ("leu o livro", "revisou o trabalho", "entregou a tarefa") que são sintaticamente independentes entre si, podendo existir isoladamente. Elas estão apenas ligadas por uma relação de sentido e pela conjunção "e" (no caso da última oração), características do período composto por coordenação.

QUESTÃO 03 (Banca: IBADE) - Em qual das alternativas o período é composto por subordinação?

a) Ele viajou, mas não me avisou.

b) Estudei muito para que pudesse ser aprovado.

c) Levantei, tomei café e saí.

d) Fui ao mercado e comprei frutas frescas.

e) A rua estava molhada; havia chovido.

Resposta:

b) Estudei muito para que pudesse ser aprovado.

Justificativa:

Um período composto por subordinação ocorre quando uma oração depende sintaticamente da outra para ter sentido completo.

Em (b), a oração "para que pudesse ser aprovado" é uma oração subordinada adverbial final, que expressa a finalidade da ação da oração principal ("Estudei muito"). Se isolada, ela não tem sentido completo. As demais alternativas são exemplos de período composto por coordenação ou de orações coordenadas justapostas.


 

QUESTÃO 04 (Banca: FUNCERN) - Analise o período: "Quando o sol se põe, a cidade se ilumina." Esse período classifica-se como:

a) Simples

b) Composto por coordenação

c) Composto por subordinação

d) Oração absoluta

e) Composto misto

Resposta:

c) Composto por subordinação

Justificativa:

O período possui dois verbos ("põe" e "ilumina"), sendo composto. A oração "Quando o sol se põe" é uma oração subordinada adverbial temporal, que indica a circunstância de tempo em relação à oração principal "a cidade se ilumina". Há uma relação de dependência sintática, característica do período composto por subordinação.

QUESTÃO 05 (Banca: AOCP) - Marque a opção que apresenta um período composto por coordenação.

a) Espero que você entenda a situação.

b) O livro que você leu é interessante.

c) Ela chegou atrasada e não pôde entrar.

d) Se chover, não iremos à praia.

e) Concluímos o trabalho depois que você saiu.

Resposta:

c) Ela chegou atrasada e não pôde entrar.

Justificativa:

Um período composto por coordenação é formado por orações sintaticamente independentes, que poderiam existir sozinhas.

Em (c), as orações "Ela chegou atrasada" e "não pôde entrar" são independentes e ligadas pela conjunção "e", que adiciona uma ideia.

As demais alternativas contêm orações subordinadas, que dependem da principal para ter sentido completo.

QUESTÃO 06 (Banca: FUNECE - Ceará) - No período "Ele disse que viria e que traria a encomenda.", a classificação sintática é:

a) Período simples

b) Período composto por coordenação

c) Período composto por subordinação

d) Período composto por coordenação e subordinação (misto)

e) Oração absoluta

Resposta:

d) Período composto por coordenação e subordinação (misto)

Justificativa:

O período é misto porque há uma oração principal ("Ele disse"), seguida de orações subordinadas ("que viria" e "que traria a encomenda") que se comportam como complementos do verbo "disse". Entre as duas orações subordinadas ("que viria" e "e que traria a encomenda"), existe uma relação de coordenação (ligadas pelo "e"), tornando o período composto por coordenação e subordinação.

QUESTÃO 07 (Banca: Selecon - Sergipe) - Assinale a alternativa que contém uma oração absoluta.

a) A prova estava difícil, por isso muitos não conseguiram terminar.

b) Eu viajo amanhã, se tudo der certo.

c) O sol nasceu.

d) Ele comprou o carro que tanto queria.

e) Esperávamos que você ligasse.

Resposta:

c) O sol nasceu.

Justificativa:

Uma oração absoluta é sinônimo de período simples, ou seja, é uma oração que constitui um período por si só, contendo apenas um verbo.

Em (c), há apenas um verbo ("nasceu"), formando um período simples, ou uma oração absoluta. As demais alternativas são períodos compostos.

 

 

QUESTÃO 08 (Banca: MPRN) - No período "Estudei para a prova, mas não me saí bem.", a relação entre as orações é de:

a) Adição

b) Causa

c) Concessão

d) Adversidade

e) Consequência

Resposta:

d) Adversidade

Justificativa:

O período é composto por coordenação, e a conjunção "mas" estabelece uma ideia de oposição ou contraste entre as orações ("estudei para a prova" e "não me saí bem"). Essa relação é de adversidade.

QUESTÃO 09 (Banca: IBFC) - Qual dos períodos abaixo é classificado como composto por subordinação?

a) Saí de casa cedo e encontrei meus amigos.

b) A verdade é que ele não veio.

c) Leio livros ou assisto a filmes.

d) Correu muito, mas não alcançou o ônibus.

e) Venha, pois preciso de você.

Resposta:

b) A verdade é que ele não veio.

Justificativa:

Em (b), "A verdade é" é a oração principal, e "que ele não veio" é uma oração subordinada substantiva predicativa, que completa o sentido da oração principal, atuando como predicativo do sujeito "A verdade". Há uma clara relação de dependência.

As outras opções são períodos compostos por coordenação.

QUESTÃO 10 (Banca: CESPE) - Julgue o item a seguir.

O período "Faz anos que não nos vemos." é um período simples.

( ) Certo

( ) Errado

Resposta:

Errado

Justificativa:

O item está Errado. O período "Faz anos que não nos vemos." é composto por duas orações: "Faz anos" (oração principal, com verbo impessoal) e "que não nos vemos" (oração subordinada substantiva que completa o sentido da primeira). Portanto, é um período composto.


6.5. ORAÇÕES COORDENADAS E SUBORDINADAS

Após entender que um período pode ser simples (uma oração) ou composto (duas ou mais orações), é fundamental aprofundar a análise dos períodos compostos. A forma como as orações se relacionam dentro de um período composto define se elas são coordenadas ou subordinadas, um conceito chave para a clareza e complexidade da comunicação escrita.

COMPETÊNCIA I: CONHECIMENTO E COMPREENSÃO DO CONTEÚDO

As orações são classificadas como coordenadas ou subordinadas de acordo com a relação de dependência sintática que estabelecem entre si.

1. ORAÇÕES COORDENADAS


As orações coordenadas são sintaticamente independentes uma da outra, o que significa que cada uma delas tem sentido completo por si só, mesmo que se complementem semanticamente. Elas são ligadas por conjunções coordenativas ou pela simples justaposição.

CARACTERÍSTICAS:

Possuem sentido completo individualmente.

Não exercem função sintática em relação à outra oração.

Podem ser ligadas por conjunções coordenativas ou por vírgulas (justaposição).

Classificação das Orações Coordenadas:

Assindéticas: Não são introduzidas por conjunção. A ligação é feita por vírgula, ponto e vírgula ou dois-pontos.

Exemplo: "Cheguei, vi, venci."

Sindéticas: São introduzidas por uma conjunção coordenativa.

Aditivas: Expressam ideia de adição, soma. (e, nem, mas também, como também, bem como)

Exemplo: "Estudou muito e passou no concurso."

Adversativas: Expressam ideia de oposição, contraste, ressalva. (mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto)

Exemplo: "Ele tentou, mas não conseguiu."

Alternativas: Expressam ideia de alternância, escolha. (ou, ou...ou, ora...ora, quer...quer, seja...seja)

Exemplo: "Ou você estuda, ou você não passa."

Conclusivas: Expressam ideia de conclusão, consequência. (logo, portanto, por isso, por conseguinte, pois - depois do verbo)

Exemplo: "Ele é inteligente, logo será aprovado."

Explicativas: Expressam ideia de explicação, justificativa. (que, porque, pois - antes do verbo)

Exemplo: "Não saia, que vai chover."


2. ORAÇÕES SUBORDINADAS


As orações subordinadas são sintaticamente dependentes de uma oração principal, o que significa que não possuem sentido completo isoladamente. Elas exercem uma função sintática (como sujeito, objeto, adjunto, etc.) em relação à oração principal. Geralmente são introduzidas por conjunções subordinativas, pronomes relativos, advérbios ou preposições.

CARACTERÍSTICAS:

Não possuem sentido completo quando isoladas.

Exercem uma função sintática em relação à oração principal.

Introduzidas por conectivos específicos (conjunções subordinativas, pronomes relativos, advérbios).

CLASSIFICAÇÃO DAS ORAÇÕES SUBORDINADAS:

Substantivas: Exercem funções próprias de um substantivo (sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, predicativo, aposto). Quase sempre introduzidas por "que" ou "se". Podem ser substituídas por um substantivo ou "isso".

Exemplo (Objetiva Direta): "Desejo que você seja feliz." (Desejo isso.)

Adjetivas: Exercem função de adjetivo (adjunto adnominal) em relação a um termo da oração principal, caracterizando-o. São introduzidas por pronome relativo (que, quem, onde, cujo, etc.).

Exemplo (Restritiva): "Os alunos que estudam aprendem mais." (Caracteriza "alunos")

Exemplo (Explicativa - entre vírgulas): "O Brasil, que é um país grande, tem belas paisagens."

Adverbiais: Exercem função de advérbio (adjunto adverbial) em relação à oração principal, expressando uma circunstância (tempo, causa, condição, finalidade, etc.). São introduzidas por conjunções subordinativas adverbiais.

Exemplo (Causal): "Como estava doente, não fui à aula."

Exemplo (Temporal): "Sairemos quando você chegar."

Exemplo (Condicional): "Se chover, não sairemos."


COMPETÊNCIA II: APLICAÇÃO DO CONTEÚDO NA RESOLUÇÃO DE SITUAÇÕES-PROBLEMA

Distinguir orações coordenadas de subordinadas é uma habilidade crucial para:


Análise e Compreensão Textual Profunda: Permite desvendar as relações lógicas e de sentido entre as ideias do texto, captando a intenção do autor.

Problema: Interpretar um período complexo e identificar a ideia central e as informações secundárias.

Aplicação: Identificando a oração principal e suas subordinadas, você entende qual a informação central e quais são os detalhes, condições, causas ou explicações adicionais. Por exemplo, em "Ele não veio porque estava doente", saber que "porque estava doente" é uma subordinada adverbial de causa esclarece o motivo da ausência.

Produção de Textos Coesos e Coerentes: A escolha correta entre coordenação e subordinação garante a fluidez e a clareza da argumentação.

Problema: Construir frases que expressam relações complexas de causa e efeito, condição, finalidade, etc.

Aplicação: Ao invés de usar duas frases simples (Ex: "Choveu. Não saímos."), pode-se usar a subordinação para mostrar a relação (Ex: "Como choveu, não saímos." - causa e efeito). A coordenação é ideal para apresentar fatos paralelos ou sequenciais (Ex: "Ele estudou muito, e passou no concurso.").

Correção Gramatical e Pontuação Adequada: A classificação das orações influencia diretamente a pontuação (especialmente o uso da vírgula).

Problema: Dúvidas sobre quando usar a vírgula entre orações.

Aplicação: Orações coordenadas assindéticas e algumas sindéticas são separadas por vírgula. Orações subordinadas adverbiais deslocadas também exigem vírgula. A oração subordinada adjetiva explicativa é sempre isolada por vírgulas, diferentemente da restritiva. O domínio dessas regras evita erros de pontuação que podem, inclusive, alterar o sentido.


COMPETÊNCIA III: AVALIAÇÃO DA ADEQUAÇÃO DO CONTEÚDO E DA APLICAÇÃO

A avaliação da capacidade de utilizar e compreender orações coordenadas e subordinadas envolve:


Fluência na Escrita: Demonstrar a capacidade de construir períodos variados, alternando entre orações coordenadas para dinamismo e subordinadas para profundidade e detalhe.

Capacidade de Argumentação: Utilizar as orações subordinadas adverbiais (causa, consequência, condição, concessão) para construir argumentos complexos e bem fundamentados, e as substantivas para expressar ideias abstratas de forma clara.

Domínio da Norma Culta: Aplicar corretamente as regras de regência e concordância que podem ser influenciadas pela estrutura das orações (ex: regência de verbos na oração principal que pedem um objeto indireto na forma de oração subordinada substantiva).


A maestria na distinção e no uso de orações coordenadas e subordinadas é um pilar da competência linguística, capacitando o indivíduo a comunicar-se de forma mais precisa, eficaz e sofisticada em qualquer contexto.

QUESTÕES SOBRE ORAÇÕES COORDENADAS E SUBORDINADAS

QUESTÃO 01 (Banca: IBFC) - No período "Ele estudou muito, portanto será aprovado.", a oração em destaque é classificada como coordenada:

a) Aditiva

b) Adversativa

c) Alternativa

d) Conclusiva

e) Explicativa

Resposta:

d) Conclusiva

Justificativa:

A oração "portanto será aprovado" é ligada à anterior pela conjunção "portanto", que expressa uma conclusão ou consequência do que foi afirmado na primeira oração ("Ele estudou muito"). Isso a classifica como uma oração coordenada sindética conclusiva.

QUESTÃO 02 (Banca: CEBRASPE) - Julgue o item a seguir quanto à classificação da oração.

Em "É necessário que todos participem.", a oração em destaque é uma oração subordinada substantiva subjetiva.

( ) Certo

( ) Errado

Resposta:

Certo

Justificativa:

O item está Certo. A oração "que todos participem" funciona como o sujeito da oração principal "É necessário" (o que é necessário? "que todos participem"). Verbos como "ser necessário", "ser bom", "ser possível" em construções impessoais frequentemente introduzem orações subordinadas substantivas subjetivas.

QUESTÃO 03 (Banca: IBADE) - Assinale a alternativa em que há uma oração coordenada assindética.

a) Correu muito, mas não alcançou o ônibus.

b) Ou você resolve o problema, ou a situação piora.

c) Cheguei, vi, venci.

d) Ele é um bom aluno, logo passará.

e) Não saia, porque está chovendo.

Resposta:

c) Cheguei, vi, venci.

Justificativa:

As orações coordenadas assindéticas são aquelas que não são introduzidas por conjunção, sendo separadas por vírgulas, ponto e vírgula ou dois-pontos.

Em (c), as orações "Cheguei", "vi" e "venci" são independentes e não possuem conjunções as ligando.


 

QUESTÃO 04 (Banca: FUNCERN) - Na frase "Os alunos que estudam são bem-sucedidos.", a oração em destaque é classificada como subordinada:

a) Substantiva objetiva direta

b) Adjetiva explicativa

c) Adjetiva restritiva

d) Adverbial causal

e) Substantiva subjetiva

Resposta:

c) Adjetiva restritiva

Justificativa:

A oração "que estudam" restringe o sentido do substantivo "alunos", indicando que apenas os alunos que estudam são bem-sucedidos. Por não estar isolada por vírgulas e por restringir o sentido do antecedente, é uma oração subordinada adjetiva restritiva.

QUESTÃO 05 (Banca: AOCP) - Marque a opção que apresenta uma oração subordinada adverbial temporal.

a) Ele agiu como um profissional.

b) Como estava frio, vesti um casaco.

c) Sempre que ele viajava, sentíamos saudades.

d) Embora estivesse cansado, continuou trabalhando.

e) Conforme as regras, todos devem participar.

Resposta:

c) Sempre que ele viajava, sentíamos saudades.

Justificativa:

As orações subordinadas adverbiais temporais indicam a circunstância de tempo em que a ação da oração principal ocorre. Elas são introduzidas por conjunções como "quando", "enquanto", "depois que", "sempre que", etc.

Em (c), "Sempre que ele viajava" indica o tempo em que sentiam saudades.

QUESTÃO 06 (Banca: FUNECE - Ceará) - Considere o período: "Não sei se ele virá à festa." A oração em destaque exerce a função de:

a) Objeto direto

b) Sujeito

c) Complemento nominal

d) Predicativo do sujeito

e) Agente da passiva

Resposta:

a) Objeto direto

Justificativa:

A oração "se ele virá à festa" completa o sentido do verbo transitivo direto "saber" (quem sabe, sabe algo). Como é uma oração subordinada que funciona como objeto direto, ela é classificada como oração subordinada substantiva objetiva direta. Pode ser substituída por "Não sei isso".

QUESTÃO 07 (Banca: Selecon - Sergipe) - Em qual alternativa a oração em destaque é uma oração subordinada adjetiva explicativa?

a) Os candidatos que estudaram foram aprovados.

b) O Brasil, que é um país tropical, tem grande biodiversidade.

c) Não conheço a pessoa que te visitou.

d) Preciso de alguém que me ajude.

e) O aluno que se dedica alcança seus objetivos.

Resposta:

b) O Brasil, que é um país tropical, tem grande biodiversidade.

Justificativa:

A oração subordinada adjetiva explicativa acrescenta uma informação adicional sobre o antecedente, sem restringi-lo, e vem sempre isolada por vírgulas.

Em (b), "que é um país tropical" é uma informação adicional sobre "O Brasil" e está entre vírgulas.


 

QUESTÃO 08 (Banca: MPRN) - No período "Se você estudar, conseguirá a aprovação.", a oração "Se você estudar" classifica-se como subordinada adverbial:

a) Causal

b) Consecutiva

c) Concessiva

d) Condicional

e) Final

Resposta:

d) Condicional

Justificativa:

A oração "Se você estudar" indica uma condição para que a ação da oração principal ("conseguirá a aprovação") se realize. A conjunção "se" é típica das orações subordinadas adverbiais condicionais.

QUESTÃO 09 (Banca: IBFC) - Assinale a opção em que a oração destacada é classificada como coordenada adversativa.

a) Ele é inteligente, mas é preguiçoso.

b) Não só cantei, mas também dancei.

c) Ou ele se acalma, ou eu vou embora.

d) Ele estudou muito, logo passou.

e) Venha, porque preciso conversar.

Resposta:

a) Ele é inteligente, mas é preguiçoso.

Justificativa:

A conjunção "mas" introduz uma ideia de oposição ou contraste em relação à oração anterior ("Ele é inteligente"), caracterizando a oração como coordenada sindética adversativa.

QUESTÃO 10 (Banca: CESPE) Julgue o item a seguir.

No período "Desejo que tudo dê certo.", a oração em destaque é uma oração subordinada substantiva objetiva indireta.

( ) Certo

( ) Errado

Resposta:

Errado

Justificativa:

O item está Errado. O verbo "desejar" é transitivo direto (quem deseja, deseja algo). A oração "que tudo dê certo" funciona como objeto direto do verbo "desejo", pois completa seu sentido sem a necessidade de preposição. Portanto, é uma oração subordinada substantiva objetiva direta, e não indireta.


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